Thiago dos Santos Finholdt Vallim



Data da postagem: 08/08/2018

 

“Historinha dessa Meia”

Correr a primeira meia-maratona da minha vida no Rio de Janeiro foi uma experiência bastante significativa para mim. No dia 02 de Junho último, fechou-se um ciclo começado há cerca de 1 ano antes – quando, um tanto desconfiado (mas até que entusiasmado), fiz minha inscrição para a prova. Naquela época eu estava começando a treinar correndo a distância de 10 km. Sou mega-amador, treino somente 1 ou 2 vezes por semana (sei que não sou um bom exemplo pra ninguém, hehe…), não sigo planilhas e não tenho quase nenhum método. O máximo que tenho feito é capturar uma dica aqui e outra ali com amigos que compartilham comigo sua experiência e conhecimento sobre corrida.

Antes da prova tudo transcorreu exatamente como a vida em si é: imprevista e impermanente. Contra todas as boas expectativas que pudesse ter, consegui pegar uma bela gripe – com febre! – bem às vésperas. O aplicativo que usei para treinar durante meses resolveu me deixar na mão durante a prova e não quis funcionar nem sob reza brava. Depois, devido a algum problema que desconheço, por um bom tempo não tive acesso a meu tempo oficial de prova. Mas em 25/07/2018 finalmente meu tempo de prova foi publicado no site oficial: 02h 06min 15seg.

Eu acreditava não ter feito um tempo muito bacana. O corpo estava meio arrastado e indisposto por causa dos antialérgicos e antigripais que, a muito contragosto, tive de tomar na véspera.

Corri solitário todo o trajeto. Não queria atrapalhar o desempenho dos meus amigos e paralelamente acreditei que não seria inteligente forçar muito nas condições em que estava. Então fui de boa, em ritmo confortável, curtindo a paisagem escandalosamente linda da orla da cidade maravilhosa. Durante o percurso ora estava ouvindo boas músicas e ora ficava apenas apreciando o silêncio, somente respirando no momento presente e correndo uma passada de cada vez. Às vezes também tenho o hábito de voltar minha mente para breves meditações e preces enquanto sigo correndo.

No fim foi muito legal viver todo o processo… Correr faz muito bem pra esse sistema mente-corpo aqui.

É interessante como fazer coisas tão simples como se desafiar a treinar corridas pode funcionar como pequenos símbolos representativos de como nos colocamos diante da grande jornada da vida. A gente pode aprender muito com a coisa toda. Vemos claramente que qualquer forma de realização, mesmo sendo bem mundanas, não brotam sem colocarmos em prática qualidades como paciência, diligência, foco, entre outras. Mas no meu entendimento, correr pode sim ser uma forma de exercício espiritual, a depender do significado que isso possa ter para nossa mente.

Então:
Considera que vale a pena se dedicar a algo?
Quer mesmo se submeter a determinada experiência que lhe parece significativa?
Então, vai lá, confie no seu potencial e se coloque em movimento na direção escolhida.

(Ok, hoje em dia pode soar meio chato, clichê e piegas dizer essas coisas que todos os livros de autoajuda dizem. Mas é verdade e faz toda diferença acreditar! Ou não?)

Agora para fechar esse textão (desculpem, mas não consegui ser mais sucinto) quero agradecer de coração pelo incentivo às amadas Marina Beatriz e Sandra, manos Walter e Lucas, além dos parceiros queridos de treino que me apoiaram tanto: Fabiano, Beto e Antonio Rodrigues. Cada metro foi percorrido em interdependência à generosidade de cada um de vocês.

Ofereço qualquer pequenino mérito vindo dos esforços envolvidos nessa experiência para minhas lindas filhas Sophia e Alice.
___
#tbt #corrida #corridaderua #run #meiamaratona #meiamaratonaolympikus #meiamaratonadoriodejaneiro #Rio #riodejaneiro

 



PATROCÍNIO MASTER:

PATROCÍNIO OFICIAL:



TRANSMISSÃO OFICIAL: