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Roggerio Machado
Por Equipe Maratona do Rio 06/07/2017

 

Meia Maratona do Rio de Janeiro de 2017

Prova realizada neste domingo, 18 de junho de 2017, e só agora tenho condições de extrair algumas considerações deste evento esportivo e de lazer, que, para mim, foi o melhor de que participei até o momento. Antes disso, a adrenalina alta não me permitia coordenar tantas boas lembranças desses poucos dias que estive na cidade do Rio de Janeiro.
Posso dizer, sem qualquer sombra de dúvidas, que valeu cada minuto de dedicação e gostoso sacrifício para treinar para este desafio.
Venho de muitas dores e lesões já há um par de anos que chegaram a fazer com que eu perguntasse a mim mesmo se corridas eram de fato para mim, e isso tudo me deu não só humildade, como também cautela para encarar primeiro uma meia maratona para depois alçar voos maiores para uma maratona.
A corrida traz um paralelo perfeito das lições da vida… Quer viver melhor e entender com profundidade as lições, ou os significados de muitas coisas da vida? Corra!!!!
E foi o que eu fiz… Corri prazerosos 21 km junto com milhares de outros corredores no Rio de Janeiro, uma cidade que lhe convida para a prática do esporte e para uma vida saudável.
A única coisa que achei realmente difícil foi me concentrar nas passadas, pois o visual ao meu lado direito parecia me levar a um outro mundo. Houve momentos em que pássaros voavam rentes ao mar ladeando nós corredores como se indicassem a direção que deveríamos seguir, numa leveza que eu tentava imprimir também em minhas passadas no contato com o chão.
Não precisava correr ao som de música alguma, pois o barulho das ondas do mar que, em alguns trechos, se arrebentavam contra grandes rochas do litoral, já era uma sinfonia aos ouvidos.
Como a largada foi bem cedo, às 06:45h da manhã, o sol veio de leve, e o vento se encarregava de ora nos trazer uma gostosa umidade no rosto, ora nos impulsionava como impulsiona as velas de uma embarcação no meio dos mares.
Viajei literalmente enquanto corria, e mergulhei em bons pensamentos que não davam a menor chance para más lembranças ou preocupações. Pensava na minha infância, pensava nos meus pais, sem aquela saudade que dói. Quando adentrei num dos vários túneis gritei bem alto que amava meu filho (ainda não perguntei se ele ouviu…rsrs).
Imprimi um ritmo confortável e até de certa forma rápido para os meus padrões na maior parte do sinuoso percurso, mas quando chegou ali pelo km 17 minhas panturrilhas começaram a sinalizar cãibras que me causaram uma certa preocupação. Nessa hora senti meu corpo mais pesado, e parecia que a lei da gravidade havia resolvido se tornar mais severa comigo me pressionando contra o chão…
Aguentei firme, e então quando chegou no último quilômetro, resolvi imprimir muita força nas passadas, mesmo já sem tantas forças. Era só mais um quilômetro, então dali, ainda que quebrasse, na pior das hipóteses, eu me rastejaria até a chegada, mas, felizmente, isso não aconteceu.
Comecei a dizer pra mim em voz alta que eu era forte, pronunciava a palavra forte, forte, forte, pensando que todo o sacrifício do esforço de chegar no meu limite seria considerado pouco quando estivesse aqui no sofá de casa, como agora estou, tentando relatar tudo o que sentia naquele momento, e então cruzei mais uma linha de chegada.
Enfim, foi minha melhor prova em todos os sentidos.
Fica o registro que quando saí rumo ao que mais queria, saí de certa forma, por motivos que não cabem citar aqui, desmotivado da minha casa, e quando cheguei horas mais tarde na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, pude ver a estátua do Cristo Redentor lá de cima do morro com seus braços abertos me recebendo. Quase chorei…
Então quando realizei meu sonho, e cheguei em casa já na noite de domingo, depois de cinco horas sentado mal acomodado num banco de ônibus, meu filho, sem saber de nada do que havia observado na estátua do Cristo Redentor, estava me esperando na porta da sala, com os olhos fechados e com um sorriso estampado no rosto, com os dois braços abertos para me receber de volta com um apertado abraço, seguido de um beijo.
Assim foi minha primeira Meia Maratona do Rio de Janeiro…

 

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Momentos inesquecíveis
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Pronto para a batalha
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Recebendo-me de braços abertos…
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Não houve tempo para cansaço…
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Sem legendas…
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