Lucas Figueredo Gomes



Data da postagem: 24/07/2018

 

A Maratona do Rio de Janeiro foi a mais longa e bela narrativa que já escrevi em toda minha vida. Não utilizei meu punho e caneta para contar essa história. Resolvi abordá-la com todo o corpo, alma e minhas pernas para cruzar a linha de chegada e realizar um sonho.

A ideia de participar da prova começa no primeiro dia que decidir correr e ser um vencedor – o mineiro que iria comer pelas beiradas e que faria o trem acontecer. Eu e meu amigo, Octavio Lima, depois de tantas provas realizadas juntos em nosso estado, decidimos viajar para correr! E mais, tinha que ser uma maratona!

42 km! Eis então o motivo principal da minha viagem para a cidade maravilhosa. Eu que estava precisando de um passeio me perguntava: será a corrida, minha desculpa para viajar? Ou a viagem seria a justificativa para correr em um lugar diferente?

A minha vida reserva momentos marcantes como a paralisia cerebral no nascimento. Ocasião que afetou a coordenação motora do lado direito, e que fez meu tendão do pé destro ser mais curto que o outro.

Obstáculos foram muitos, mais a sede de superação foi maior. Sempre lidei com desconfianças. Já ouvi dizer que a corrida não era para mim. De certa forma, por mais duro que foi escutar argumentos negativos, todo o conjunto da obra virou motivação.

O esporte me apresentou vitórias, derrotas, coletividade, amigos e um caminho de ser um cidadão melhor para a sociedade. Com a corrida não foi diferente. Ela me traz paz e uma auto-estima impressionante.

Os preparativos para a maratona foram duros. Dores, fortalecimento e descanso; três pilares nessa história. Foquei bastante na sustentação da minha perna direita, pois ela exigia isso, e quando o corpo pede, meu amigo? Obedeça!

O dia chegou e eu estava lá bem disposto. O percurso foi maravilhoso, afinal nós atravessamos literalmente o Rio de Janeiro. A estrutura da corrida também merece reconhecimento e aplausos.

A prova mostrou a mim que ser maratonista demanda muita dedicação nos treinos e na preparação de modo geral. Sofri um pouco na reta final, já estava esgotado e ansioso para completar o percurso. A torcida incentivava! Ouvir dizer: esse menino corre muito! Abri aquele sorriso largo e fui em busca da medalha.

Compartilho minha experiência a fim de mostrar às pessoas que eu consegui e que você, meu leitor, também consegue. É uma luta, tem que ter foco, garra, disciplina, entre outras coisas. Ainda afirmo que é preciso evitar negatividades. Pessoas estão aí para te desanimar e outras para lhe ajudar. Basta você escolher o que absorve!

Por final, agradeço à todas as pessoas que torceram por mim, principalmente meu amigo, Octavio Lima, pelo companheirismo em todo processo dessa aventura. Estarei de volta em 2019 para correr a maratona.

 

 

As ruas do Rio de Janeiro foram tomadas por nós, corredores de Caeté-MG.

Plenitude para encarar a reta final da prova.

Isso é um sonho?

Preparativos, ainda na madrugada, para correr a maratona.

Objetivo alcançado.


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